Tenho em mim todos os sonhos do mundo. Fernando Pessoa.
Tenho sonhos lúcidos, todas as noites. Não lembro como começou, mas lembro do primeiro, como conto neste conto.
Dizem que tem a ver com pessoas não neuro típicas (que se afirmam pela negação). Não sei. Mas sei que as pessoas confundem sonhos lúcidos com ter controle sobre os sonhos. Não é isso. É apenas ter lucidez, a percepção de estar sonhando. Já o roteiro do sonho é por conta do subconsciente. E esse costuma ser bem desrespeitoso com as leis da física. Talvez por isso, me dou conta de que estou dormindo, ainda que acordado…
A vida me parece um sonho lúcido. As pessoas fazem coisas tão absurdas quanto as maquinações do subconsciente. Me parece mesmo que elas são guiadas exclusivamente por esta parte de nossa psique. Raimundo Carrero diz que o jornal é a dor do mundo. Acredito nele, e acrescento que as “redes sociais” são nosso devaneio. Por isso a vida me parece um sonho lúcido. Então… seria a morte um despertar?
Napoleão Bonaparte dizia que
A morte é um sono sem sonhos.
Um dia saberemos, ou não. O que sabemos é que, daqui a 100 anos, nenhum de nós estará mais aqui. Seremos apenas a lembrança ou o esquecimento das nossas ações, boas ou más. E só.
Para onde vai nossos átomos após se dispersarem do nosso corpo? De onde vieram eles, antes de nossos nascimentos? Não sei. Mas sei que tenho crises existenciais também, todos os dias. Não lembro como começou, mas lembro da última, como escrevo aqui, nesse texto…
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